
A sede da Prefeitura de Salvador, localizada na Praça Municipal, foi alvo de pichações e atos de vandalismo na tarde desta segunda-feira (26). A mobilização ocorreu no contexto de escalada das tensões políticas na capital baiana após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota oficial, a administração municipal confirmou que os atos de depredação forçaram o fechamento das portas do Palácio Thomé de Souza e a interrupção do expediente como medida de segurança.
A crise na capital teve início durante o domingo de votação, marcado por transtornos no transporte público, com pontos de ônibus lotados e longas esperas. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) alegou que o atraso na saída dos coletivos ocorreu porque diversos veículos foram adesivados com propaganda do PT durante a madrugada, exigindo a remoção do material para cumprir determinações da Justiça Eleitoral.
Com a liberação posterior da frota, o horário de encerramento da votação foi prorrogado até às 19h.
Na esfera judicial, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) expediu mandado de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suposto crime eleitoral ligado à retenção dos ônibus. A ordem de prisão não foi cumprida porque o secretário estava em viagem a Paris, sendo revogada pelo tribunal nesta segunda-feira (26). As apurações sobre os fatos continuam em andamento.


